imagem com marcas não é jornalismo de marca

Jornalismo de marca: o que não é

Talvez você queira saber o que é jornalismo de marca antes de ler o que não é. Eu recomendo! Se ainda não leu o post sobre isso, veja aqui.

Jornalismo de marca é bem diferente de um tipo de publicação que fez muito sucesso no passado, e ainda existe: house organ.

Produzido com viés da marca, ouve apenas quem interessa, e publica só o que agrada à empresa patrocinadora.

House organs para consumo do público interno ainda funcionam, ainda que a maioria tenha mudado de nome para newsletters. Mas, para públicos externos, estão completamente ultrapassados.

Enquanto o objetivo final do house organ é o convencimento (para vender), o jornalismo de marca quer engajar, emocionar e conquistar fãs e defensores de forma genuína.

O que mais jornalismo de marca não é?

(PS: Não se intimide com os anglicismos! Reino Unido e Estados Unidos são os precursores do marketing, então muitas vezes é duro achar traduções à altura em outras línguas!)

Press release – comunicado feito por um indivíduo ou organização para a imprensa visando divulgar uma notícia ou um acontecimento de interesse pessoal, coletivo ou midiático

Propaganda – comunicação realizada por uma empresa ou organização para promover produtos, serviços e ideias, de modo a persuadir um público a desejar e comprar seus produtos

Publicidade – comunicação usada por organizações ou pessoas para disseminar pensamentos e doutrinas, geralmente religiosas, ideológicas ou políticas

Newsletter – email disparado com uma certa frequência para desenvolver ou fortalecer o relacionamento de uma empresa com os seus leitores e potenciais clientes

Post patrocinado – quando se paga para uma rede social mostrar algum anúncio ou publicação específica para mais pessoas, ou ainda, para pessoas novas, que ainda não interagiram com a empresa

Branded content – conteúdo produzido para uma marca onde o produto ou serviço faz parte não como protagonista, mas como um elemento da história a ser contada. Utiliza a notoriedade e audiência de veículo de mídia para levar sua mensagem ao público daquele canal

Storytelling – técnica utilizada para contar uma história de uma organização de uma forma atrativa

Content marketing – disciplina de marketing que coloca conteúdo relevante e atrativo no centro de todas as atividades de marketing

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ilustracão mostra brand journalism ou jornalismo de marca

Jornalismo de marca X storytelling

Apesar de ter sido inventado há mais de 16 anos, o conceito de brand journalism – ou jornalismo de marca, jornalismo corporativo, jornalismo empresarial – ainda é pouco e mal explorado pelas assessorias de comunicação no Brasil.

Foi uma sacada e tanto de Larry Light, diretor de marketing do McDonald’s em 2004. O jornalismo de marca foi inventado por Light como parte do seu plano para resgatar a rede de fast food da falência iminente. Nem preciso dizer que funcionou, né?

Jornalismo de marca é parecido com storytelling, mas não é. É melhor, mais eficiente.

Para alguns especialistas no assunto, o jornalismo de marca é considerado a evolução do marketing de conteúdo e do storytelling: ao compartilhar histórias corporativas contadas com técnicas jornalísticas, cria conexão mais genuína entre a empresa, seus clientes e outros públicos.

Uma “filosofia” de RP

Jornalismo de marca é mais do que uma tática: é uma “filosofia” de relações públicas. É uma maneira incrível de conseguir credibilidade para uma empresa, seus propósitos e conquistas.

Consiste em produzir conteúdo escrito, falado, ilustrado ou filmado para contar histórias sobre uma marca e seu setor, seus clientes e parceiros do jeito que os jornalistas contam.

Se o conceito foi inovador naquela época, com o crescimento da internet e das redes sociais se tornou ainda mais relevante.

Além do McDonald’s, muitas multinacionais como a Coca-Cola e a Nestlé abraçaram a filosofia. Mas no Brasil os exemplos ainda são poucos, e não exploram todo o potencial da tática.

Nas próximas semanas, postarei aqui outros artigos sobre jornalismo de marca, mostrando mais casos de sucesso, detalhando as diferenças entre essa e outras táticas de produção de conteúdo, descrevendo o passo a passo e o dia a dia da prática, ensinando como implantar a filosofia em pequenas empresas, e discutindo novas maneiras de medir seus resultados para a construção, reconstrução ou fortalecimento de uma marca.

Acompanhe!