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Jornalismo de marca: quem faz

No post Jornalismo de marca x storytelling, recordei a criação do conceito pelo McDonald’s em 2004. Desde então, muitas empresas multinacionais aderiram ao jornalismo de marca para reforçar sua imagem, engajar audiências e fortalecer a marca.

Mas no Brasil, os exemplos de bom uso do jornalismo de marca ainda são poucos e mais tímidos.

Cases internacionais de sucesso

Um dos exemplos mais bem sucedidos é o do portal Coca-Cola Journey, da gigante de bebidas. A empresa transformou sua homepage em um portal de notícias online.

A Coca-Cola Brasil ainda usa o  termo “journey” no site, mas globalmente, a expressão já foi até abolida. Hoje, oito anos de depois de lançado, o portal de notícias e a homepage da marca e são uma coisa só.

Veja o que disse Doug Busk, diretor global de digital communications e social media da companhia em uma entrevista ao PR News Online em 2017:

“O release ainda é poderoso em certos casos – anúncios de resultados financeiros, por exemplo – está se conectando a um público cada vez menor. Com a velocidade da comunicação cada vez maior, decidimos transformar nosso site corporativo em uma revista on-line.

A Nestlé é outra multinacional que abraçou a causa do jornalismo de marca. Inclusive, usou o Brasil como cobaia, lançando em 2017 seu estúdio próprio de produção de conteúdo. O Content Factory emprega mais de uma dezena de profissionais entre jornalistas, comunity managers, designers e analistas de dados.

Veja o que disse Pedro Oliva, head de marketing da Nestlé Brasil, ao PropMark:

“O Brasil é o quarto mercado para a Nestlé no mundo, por isso criamos o laboratório para agilizar a interação e diálogo entre pessoas e marcas. Ter in loco um time multidisciplinar, trabalhando junto e de forma integrada acelera processos e fluxo, resultando em um diálogo mais próximo nas redes sociais.

Cases de sucesso no Brasil

Muitas empresas multinacionais aderiram ao jornalismo de marca, mas nem todas estão prontas para fazer o mesmo que Nestlé, Coca-Cola e outras que estruturam suas próprias empresas de mídia; algumas adotam o jornalismo de marca parcialmente, e terceirizam a produção.

É uma alternativa interessante, principalmente para empresas pequenas e médias. Mas mesmo uma grande  companhia como a aérea brasileira GOL, por exemplo, pode optar por esse caminho. Em vez de criar seu próprio time, terceirizou a confecção da sua Revista para a editora Trip, que mantém uma equipe dedicada ao projeto.

A Smiles, subsidiária da GOL, para a qual a LDL Multimídia prestou serviços por dois anos, criou o canal do Youtube Te Levo de Milhas, também terceirizado (a produção está a cargo da Spray Filmes), para ensinar o mundo das milhas.

A ideia original, de 2018, foi da então diretora de marketing da Smiles, Loraine Ricino – que hoje ocupa o mesmo cargo na GOL. A LDL Multimídia participou da concepção do canal e promoveu a divulgação dos vídeos, postados sempre às segundas e quartas-feiras, durante todo o ano de 2019.

Outro projeto para o qual a LDL Multimídia contribuiu é o da Deloitte. A firma de consultoria mantém no Brasil um portal, chamado Mundo Corporativo  – uma evolução da revista, que era impressa até alguns anos atrás – que traz artigos e informações muito relevantes para seus públicos.

Nas próximas semanas, continuarei postando aqui outros exemplos de jornalismo de marca bem executado.

 

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