ilustração de prédio incêndio bombeiros

Jornalismo de marca “acidental”

Preste atenção na história a seguir. Se não fosse duplamente “acidental”, seria um ótimo exemplo de jornalismo de marca.

“Nesses tempos de home office, o risco de incêndio em casas e apartamentos aumentou muito. Tanto por quem não tem habilidades na cozinha estar cozinhando, como pelo acúmulo de tarefas, o que agrava a chance de esquecer panelas no fogo.

Minha filha já sabia cozinhar quando foi morar sozinha na Alemanha. Mas ainda faltava prática. Um dia foi fritar batata, espirrou óleo, tampou a panela, vazou e no contato com a chama do fogão a panela pegou fogo. Assustada, ela jogou água, e ligou pra mim no FaceTime: to ligando pra dizer adeus! vou morrer!

E eu vendo o fogo, o cabelo dela chamuscado, ela desesperada… mandei pular a janela (o apartamento dela é no térreo)… mas ela queria antes apagar o fogo para não espalhar pelo prédio. Mandei sair imediatamente pois o bombeiro já estava chegando.

Enfim, deu tudo certo. Aí começaram a chegar as contas da ambulância, do bombeiro, do hospital e dos danos causados ao apartamento. Ela tinha seguro Allianz, graças a Deus. Se não tivesse, seu sonho de fazer universidade na Alemanha teria virado cinzas, pois não teria dinheiro para arcar com os custos do acidente.

Por isso digo que é bom ter seguro. De apartamento, custa menos de 500 reais por ano para cobertura de até 400 mil reais. Aqui do meu prédio em São Paulo, semana sim semana não vejo um incêndio em apartamentos. Infelizmente hoje é uma semana sim.

Meu conselho é: procure um corretor e cote. Vai se surpreender com o preço e benefícios como descontos em lojas, ajuda com computadores e conserto de eletrodomésticos. Se eu fosse corretora estaria trabalhando muito nesta quarentena!”

Uma história real

Esse depoimento foi feito por uma amiga, Denise Bueno, na sua página do Facebook. A história é real. Denise é jornalista. Há 12 anos ela mantém um blog, Sonho Seguro. Ao contar essa história dramática, com final feliz, Denise revelou a importância do setor de seguros do ponto de vista do cliente.

Com sua experiência de jornalista, que sabe contar histórias e envolver leitores, acabou fazendo a defesa do setor e de uma marca em particular, genuinamente citada no contexto. Em uma semana, o post teve quase 50 reações, 23 comentários e oito compartilhamentos.

Pensando bem, apesar de acidental, a marca citada saiu ganhando. Então, é sim um bom exemplo de jornalismo de marca! Ainda que não tenha sido planejado pela assessoria de imprensa da Allianz.

Empresas, acordem!

ilustracão mostra brand journalism ou jornalismo de marca

Jornalismo de marca X storytelling

Apesar de ter sido inventado há mais de 16 anos, o conceito de brand journalism – ou jornalismo de marca, jornalismo corporativo, jornalismo empresarial – ainda é pouco e mal explorado pelas assessorias de comunicação no Brasil.

Foi uma sacada e tanto de Larry Light, diretor de marketing do McDonald’s em 2004. O jornalismo de marca foi inventado por Light como parte do seu plano para resgatar a rede de fast food da falência iminente. Nem preciso dizer que funcionou, né?

Jornalismo de marca é parecido com storytelling, mas não é. É melhor, mais eficiente.

Para alguns especialistas no assunto, o jornalismo de marca é considerado a evolução do marketing de conteúdo e do storytelling: ao compartilhar histórias corporativas contadas com técnicas jornalísticas, cria conexão mais genuína entre a empresa, seus clientes e outros públicos.

Uma “filosofia” de RP

Jornalismo de marca é mais do que uma tática: é uma “filosofia” de relações públicas. É uma maneira incrível de conseguir credibilidade para uma empresa, seus propósitos e conquistas.

Consiste em produzir conteúdo escrito, falado, ilustrado ou filmado para contar histórias sobre uma marca e seu setor, seus clientes e parceiros do jeito que os jornalistas contam.

Se o conceito foi inovador naquela época, com o crescimento da internet e das redes sociais se tornou ainda mais relevante.

Além do McDonald’s, muitas multinacionais como a Coca-Cola e a Nestlé abraçaram a filosofia. Mas no Brasil os exemplos ainda são poucos, e não exploram todo o potencial da tática.

Nas próximas semanas, postarei aqui outros artigos sobre jornalismo de marca, mostrando mais casos de sucesso, detalhando as diferenças entre essa e outras táticas de produção de conteúdo, descrevendo o passo a passo e o dia a dia da prática, ensinando como implantar a filosofia em pequenas empresas, e discutindo novas maneiras de medir seus resultados para a construção, reconstrução ou fortalecimento de uma marca.

Acompanhe!